2 de junho de 2015

A gente não quer só comida...

Um profissional de arte, na maioria das vezes valoriza muito o seu dom e o seu trabalho para chegar numa determinada excelência artística, exatamente por isso não se vende ou permite que seu trabalho seja usado como produto descartável, porém o que vemos de muitos contratantes é esse verdadeiro mau trato por algo tão original e rico quanto a arte, seja ela qual for.
Vejo sempre nos grupos de mágicos no facebook as propostas "indecentes" que pequenas e o pior grandes empresas nacionais fazem para contratar um mágico profissional, não é questão de preço mas sim de valor do trabalho, do que aquela ação que superficialmente parece um simples entretenimento pode causar nas pessoas, os momentos de alegria em que se esquece por alguns segundos das responsabilidades e correria do mundo real e passar-se a enxergar um mundo diferente onde até coisas impossíveis podem se realizar.
Não se valoriza o investimento do profissional em material estudo, figurino, treinamento do artista, acham que por 1 coxinha e 1 tubaína já está muito bem pago, obrigado.
A valorização deve vir antes de tudo do próprio artista, valorização não significa preço alto, essa é apenas uma consequência, valor é investimento profissional em estudo,em aperfeiçoamento, criatividade e saber que o trabalho deve causar mudança em quem assiste, não apenas uma exibição de talento, ser artista é trabalhar com a troca em que oferece ao público algo a mais e recebe dele carisma, aplausos e atenção naqueles momentos de apreciação.
Como valorizar o trabalho artístico? Estudando cada vez mais, buscando sempre se atualizar e saber que o trabalho deve ser transformador e único, quando a sociedade perceber a transformação que a arte promove ai sim começarão a valorizar a essência, mas essa atitude deve partir sempre de nós, profissionais, amantes ou amadores da arte.

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