23 de maio de 2013

Mágica no Brasil- Pesquisa histórica


Um mágico além de conhecer técnicas e números de mágica, precisa conhecer também, pelo menos um pouco da história da sua arte, é dificil encontrar um vasto conteúdo específico sobre o início da mágica no Brasil, fiz uma grande pesquisa e consegui coletar algum material para publicar esse artigo, visando enriquecer e ampliar a divulgação do estudo da arte mágica em nosso país.
O ilusionismo no Brasil é bem recente, mais ou menos a partir de 1900 que tudo começa a ganhar destaque, o primeiro estilo de mágica a ingressar no país foi a mágica teatral iniciada por Frederico Carlos da Costa Brito que em 1903 publicou "Revelações de Magia Moderna" um livro original e um dos poucos que foi aceito na época, Frederico se inspirou nos ensinamentos de Hermann, prestidigitador de Viena. Porém o maior precursor do ilusionismo no Brasil foi o grande J.Peixoto, figura fundamental no estudo da mágica nacional, além de seus livros incríveis que até hoje fazem sucesso para quem ingressa na mágica, Peixoto fundou e foi presidente do Círculo Mágico Internacional, centralizando diversos grupos de mágicos amadores do país dando todo suporte na questão de aparelhos e fundamentos técnicos, durante os anos de 1921 a 1925 ele publicou o Boletim Mágico, uma revista completa de ensinamentos mágicos, publicando a biografia dos maiores mágicos daquela época, publicou também o Curso Prático de Prestidigitação e Ilusionismo, além do Tratado Completo de Prestidigitação e Ilusionismo, o seu ultimo livro foi Truques de Magia Selecionados; porém J. Peixoto morreu um pouco antes dessa obra sair da gráfica.
Oscar Zancopé é outro nome de incrível relevância no cenário mágico de nosso país,dentre outros títulos, Oscar recebeu o título de 'O Rei dos Mágicos', em 1963, representando muito bem a nossa arte naquela época e vem sustentando essa representação até os dias de hoje.
No primeiro concurso de Mágicas realizado por aqui em Outubro de 1963 no antigo estado da Guanabara, participaram 18 mágicos muito reconhecidos. Quinze dos concorrentes eram do estado anfitrião. São Paulo enviou apenas três artistas, um deles era Oscar Zancopé, conhecido pelo nome artístico de LIFAN.
Entre seus rivais, podia se destacar Manolin (espanhol), Pavlovich (checo), Jaffar (húngaro), Bill Carberd (peruano), King (grego) e Dick Marvel (português). Perante o júri do concurso, LIFAN deu uma verdadeira lição de magia, onde foi aplaudido e intitulado como o Rei dos Mágicos e ficando, é claro, em primeiro lugar.
Partindo para a nossa atualidade fica difícil de citar nomes que representam e levam a mágica como uma vida, pois são muitos, para não cometer injustiça, que certamente iria fazer ao citar nomes, apenas falarei do quanto esses mágicos de hoje (antigos e novos) têm mostrado interesse e afinco em sua profissão de realizador de sonhos, nesse exato momento a história da mágica no Brasil continua a ser escrita
Antes que meus nobres amigos mágicos comecem a me queimar vivo, é claro que eu não esqueci dos grandes e já consagrados a muito tempo Joe Marbel, Enio Finochi, Estercita Fernandes entre outros ícones da mágica.
Criações e adaptações incríveis são feitas pelos mágicos brasileiros que possuem uma criatividade excepcional, claro que temos os casos de maus exemplos infelizmente presentes em todas as profissões, mas o brilho e o talento falam mais alto e por isso deixo aqui um grande abraço e os parabéns para esses artistas que levam nossa arte com profissionalismo, seriedade e respeito, parabéns aos mágicos que divulgam a mágica nacional em programas de TV, apresentando programas na internet, criando grupos e fóruns de estudo da mágica e parabéns a você que lê sempre o meu blog, isso é sinal que você é um mágico muito bom e inteligente kkkkk
Viva nóissssss...

e provavelmente daqui alguns anos vários nomes continuarão a surgir e outros a se firmar cada vez mais, assim espero que aconteça com o mágico Monsil também rsrs
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